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Urze-de-st. Daboec ou Urze-irlandesa.

Urze-de-st. Daboec ou Urze-irlandesa.
Daboecia cantabrica é uma espécie de planta com flor pertencente à família Ericaceae. É nativa da Europa atlântica, sendo abundante no oeste da Irlanda, por isso muitas vezes é chamada a Urze Irlandesa, naturalizando-se em algumas zonas da Grã-Bretanha e da Península Ibérica, surgindo em Portugal Continental e em Espanha (Galiza, Astúrias, Cantábria, Castela e Leão e País Basco). Muitas vezes é confundida pela Torga pela sua cor mas trata-se de uma flor maior e mais carnuda. O seu habitat é em urzais e clareiras de bosques, em locais húmidos. Em solos ácidos, por vezes rochosos.

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Calêndula – Calendula officinalis,

Calêndula – Calendula officinalis,
Calêndula – Calendula officinalis, é um género de plantas pertencentes à família Asteraceae, vulgarmente chamadas calêndulas ou maravilhas. Pertencente à mesma família das margaridas - Asteraceae - a calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa meridional está intimamente ligada com o sol. Atualmente, as flores cultivadas sem agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou acompanhando outros pratos. Conta-se que na guerra civil americana, os médicos que atuavam nos campos de batalha utilizavam as flores e as folhas da calêndula para tratar os ferimentos dos soldados. Anos mais tarde, a ciência comprovou os efeitos que aqueles médicos conheceram na prática, estando mesmo o seu uso certificado pelos ministérios da saúde de vários países. A partir da calêndula, a medicina homeopática produz remédios que são usados oralmente, inclusive em períodos pós-operatório. Na medicina popular, a planta é muito utilizada para tratar problemas uterinos e cólicas menstruais, estimular a atividade hepática e atenuar espasmos gástricos. É claro que devem ser evitados exageros ou abusos na aplicação de plantas em tratamentos. No caso da calêndula, é importante esclarecer que, em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite, náuseas e até vómitos.

Merendera pyrenaica

Merendera pyrenaica
Nome Comum noselha, quita-merenda, quitar-merenda, merendera, colchico-menor

Prunus lusitanica - Azereiro

Prunus lusitanica - Azereiro
O fruto do Azereiro, muito amargo e não comestível, mesmo quando totalmente maduro, podendo ser tóxico.

Castanheiro

Castanheiro
Árvore de grande porte, muito abundante no interior norte e centro de Portugal, cujo fruto (ouriço) contém a castanha, que formou, juntamente com o trigo, cevada e centeio, a base da alimentação em Portugal até ao século XVII. O castanheiro produz também madeira de excelente qualidade, o castanho, muito usada no passado na construção em Portugal, nomeadamente na região norte do país. É ainda hoje muito utilizada em mobília e decoração interior. Desde tempos remotos que é conhecida na Península Ibérica. Alberto Sampaio, referindo-se à alimentação do camponês nortenho na Idade Média, diz: «Os frutos, sobretudo as castanhas, encontravam-se num dia ou noutro na mesa do lavrador». As castanhas menores e tocadas pelos bichos serviam de ração para porcos. A partir da Idade Média, a introdução do pinheiro-bravo (Pinus pinaster) foi um dos grandes responsáveis pelo recuo desta espécie, bem como do carvalho. Mais tarde, a introdução do milho e da batata fizeram a castanha perder a importância que tinha na alimentação da população. Hoje, a castanha está intimamente ligada às comemorações de São Martinho e ao Magusto, sendo consumida durante o outono, normalmente assada ou cozida. Apesar de a planta se encontrar em declínio, devido à concorrência de outras espécies florestais, à doença da tinta e ao abandono dos campos, o seu fruto ainda é uma exportação agrícola portuguesa importante (aproximadamente 4% da produção mundial). Nas zonas agrícolas da serra do Gerês esta espécie nasce de forma espontânea.

Morangueiro Bravo ou silvestre.

Morangueiro Bravo ou silvestre.
É uma de muitas espécies de morangos, esta aparece nas orlas dos habitats de zonas agrícolas ou ainda em jardim. Trata-se de uma espécie comum no Norte de Portugal.

Campainhas (Campanula lusitanica)

Campainhas (Campanula lusitanica)
Esta planta designada vulgarmente por Campainhas e Campânula(Campanula lusitanica L.) da família das Campanulaceae distribui-se pela Península Ibérica e Noroeste de Marrocos, surgindo em terrenos cultivados e em pousio. Em Portugal é possível encontrar-se em praticamente todo o território do Continente. Muito comum nas áreas rurais nas orlas das hortas. Erva anual, glabra ou pubescente, de caule ereto flexuoso (7 a 60 cm). Ramificada pelo menos na zona da inflorescência. Folhas basais, espatuladas ou elípticas, crenuladas e com o pecíolo de comprimento similar ao do limbo. As folhas caulinares são ovadas a oblongas, sésseis, crenadas ou inteiras. Flores azuis ou lilases, por vezes esbranquiçadas, com 10 a 25 mm e são largamente pediceladas. Fruto é uma pseudocápsula (6-8 mm) obcónica, deiscente por poros apicais.

Satirião-macho – Dactylorhiza maculata

Satirião-macho – Dactylorhiza maculata
Nome vulgar da Orchis máscula Folhas com a maior largura próximo da base, imaculadas, relativamente estreitas, espiga alongada, multiflora, flores rosadas com as tépalas externas patentes ou retrofletidas e esporão descendente. Habitat: Prados húmidos, lameiros, turfeiras, urzais higrófilos, margens de linhas de água. Em locais algo soalheiros com solos húmidos, geralmente de origem siliciosa.

Anagallis arvensis

Anagallis arvensis
Scarlet pimpernel, conhecido ainda por Pimpernel vermelho Tamanho não ultrapassa o de uma unha do dedo mindinho. Planta anual, rara de encontrar apesar de apreciar dunas e campos de cultivo em repouso, precisa de sol, as folhas esforçam-se para ter sempre a face superior voltada para o sol e, mal o céu se ensombra ou há ameaça de chuva, as flores fecham-se e escondem-se entre a ramagem. É famosa pelo seu uso em cosmética; e, diz-se, um bom remédio contra a melancolia. Esta planta é considerada erva daninha e ainda é um indicador de solos leves. Uso medicinal: pode ser usado como antifúngico, antiviral, cicatrizante e é recomendado o uso tópico.

Sargacinha Halimium calycinum (L.)

Sargacinha Halimium calycinum (L.)
Pequeno arbusto (até 60 cm de altura), da família Cistaceae, muito ramificado, com ramos eretos ou procumbentes; folhas sésseis, lineares, ou estreitamente lanceoladas nos ramos inférteis, ou ovado-oblongas, nos ramos férteis; flores solitárias (axilares ou terminais) ou dispostas em cimeiras com 2 a 5 flores. Pétalas (4) coloridas de amarelo pálido. Distribuição geral: Península Ibérica e Noroeste de Marrocos. Em Portugal distribui-se ao longo da faixa costeira, desde a região do Douro Litoral até ao Algarve. Habitat: terrenos de matagal e sob coberto de pinhais, em solos soltos, arenosos, secos, geralmente em dunas estabilizadas nas proximidades do litoral. Floração: de Janeiro a Julho. Na Serra do Gerês em solos de matos secos e ainda habitats de áreas rurais.

Echium gaditanum

Echium gaditanum
Echium gaditanum é uma espécie de planta com flor pertencente à família Boraginaceae.

Malva-bastarda (Lavatera cretica)

Malva-bastarda (Lavatera cretica)
Malva L. É um género botânico, bem como o nome vulgar de diversas espécies de plantas herbáceas da família Malvaceae. O género distribui-se geograficamente pelas regiões tropicais, subtropicais e temperadas de África, Ásia e Europa. As suas folhas são alternadas, lobadas e palmadas. As flores medem de meio a 5 cm, com cinco pétalas rosa ou brancas. Algumas são comestíveis como verdura desde o séc. VIII Era já conhecida dos gregos e romanos que muito a apreciavam, sobretudo os romanos para curar as ressacas depois das orgias. A malva serve para ajudar no tratamento de infeções, prisão de ventre, abcesso, afta, bronquite, catarro, dor de garganta, rouquidão, feridas, faringite, furúnculo, gastrite, irritação dos olhos, mau hálito, picada de insetos, tosse, úlcera e problemas de pele. As propriedades da malva incluem sua ação adstringente, diurética, emoliente, expectorante e laxante.

Jasione montanaou ou Botão-azul

Jasione montanaou ou Botão-azul
Jasione montana é uma espécie de planta com flor pertencente à família Campanulaceae. Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia. Em Portugal, onde floresce ao longo da primavera e verão, ocorre por todo o território do Continente, em terrenos com boa exposição solar, pouco húmidos, e com frequência entre rochas e à beira dos caminhos e zonas agrícolas.

Azereiro (loureiro-de-Portugal, ginjeira-brava) Prunus lusitanica L. subsp. Lusitânica

Azereiro (loureiro-de-Portugal, ginjeira-brava) Prunus lusitanica L. subsp. Lusitânica
O Prunus lusitanica (também conhecido como azereiro, ginjeira-brava ou loureiro-de-Portugal) é uma espécie de cerejeira nativa, do sudoeste de França, Espanha, Portugal, Marrocos. É considerado uma relíquia das florestas de lauráceas que dominavam a área da bacia do Mediterrâneo no Terciário. Com o fecho do mar a leste, e consequente alteração climática para um ambiente cada vez mais árido, este tipo de florestas recuou e extinguiu-se quase completamente, tendo sobrevivido em apenas alguns enclaves húmidos ou de montanha (como na Serra do Gerês). Foi nestes refúgios temperados que esta espécie sobreviveu até aos nossos dias. A espécie foi cientificamente descrita pela primeira vez por Linnaeus no seu Species Plantarum de 1753. O seu restritivo específico lusitanica, refere-se à Lusitânia, o nome romano para a actual área onde se situa parte de Portugal. Esta madeira é uma madeira de especto rosado, podendo ser usada para trabalhos de artesanato. Esta espécie foi colocada na lista vermelha das árvores mais ameaçadas, inclusive foi colocada sobre protecção legal em França. Esta árvore dá um fruto, no final do verão e não comestível, podendo ser tóxico. Entra em floração no final de maio, uma flor com aromas muitos fortes e perfumada.

Esporas-bravas Linaria triornithophora (L.) Willd

Esporas-bravas Linaria triornithophora (L.) Willd
Esporas-bravas Linaria triornithophora (L.) Willd. é um endemismo ibérico. Em Portugal, ocorre no centro e norte do território. Não sendo apenas uma planta ripícola, desenvolve-se geralmente em zonas húmidas e sombrias, especialmente em vales apertados de montanha, aparecem ainda em orlas de bosques e nas proximidades das zonas agrícolas, este último facto está comprovado na serra do Gerês. Distingue-se de outras espécies de linaria, pela dimensão das suas flores (35-45 mm) de violeta púrpura e também pela altura que pode atingir em condições favoráveis (entre 50 cm e 1m, segundo as que me foi dado observar). O nome comum de Esporas-bravas deve-se ao facto de apresentarem o esporão agudo

Sambucus nigra L.

Sambucus nigra L.
Conhecida pelos nomes comuns de sabugueiro ou sabugueirinho, é uma espécie arbustiva pertencente ao género Sambucus da família Adoxaceae (Caprifoliaceae na classificação anterior ao sistema APG), com distribuição natural na Europa e Norte de África. O sabugueiro é uma espécie muito comum na Europa, sendo as suas flores e frutos amplamente utilizados como medicamento, alimento e corante. A drupa, conhecida por sabugo ou baga de sabugueiro, é um fruto comestível, utilizado na preparação de doces e de bebidas, razão pela qual a espécie é comercialmente cultivada no centro e leste da Europa. Este arbusto, durante a idade média era conhecida pela planta da saúde, por ser muito abrangente as suas qualidades terapêuticas, na época havia a crença de que em cada sabugueiro existia um espírito de curandeiro que teria sido condenado de forma injusta pela santa inquisição. O sabugueiro é um arbusto ou pequena árvore, com até 11-14 metros de altura, com ramificação profusa e ramos muitas vezes arqueados e alastrando horizontalmente. O ritidoma (casca) é castanho-acinzentado e pontilhado com lenticelas que formam poros elevados, de coloração mais clara, preenchidos com um material filamentoso semelhante a uma espuma esbranquiçada. O tronco e os ramos mais grossos apresentam o ritidoma com coloração cinzento-acastanhada e especto suberoso, sulcados longitudinalmente. A espécie desenvolve raízes superficiais, com sistema radicular extensa. As folhas são opostas, com cerca de 12 centímetros de comprimento, pinadas com um número ímpar de folíolos. Os folíolos individuais (geralmente em número de 5 ou 7) apresentam cerca de 30 centímetros de comprimento e são elípticos e com o bordo serrado. A folhagem desenvolve-se por volta de Março-Abril. Entre Maio e Julho surgem nos ramos jovens corimbos com até 30 centímetros de largura, planos, constituídos por um elevado número deflores individuais. As flores emitem uma fragrância distinta, percebida como fresca e frutada, típica das flores do sabugueiro (a mesma fragrância, embora de forma muito subtil, é emitida pelas folhas frescas quando esmagadas). As flores são brancas ou ligeiramente amareladas, geralmente pentâmeras (com cinco sépalas, cinco pétalas soldadas, cinco estames livres com anteras amarelas e três carpelos fundidos). Os três carpelos constituem os núcleos de formação das sementes. No entanto, uma pequena parte da flor também é tetrâmera. As flores são visitadas por moscas e himenópteros, que as polinizam. A frutificação ocorre em Agosto e Setembro, com a produção de drupas, com cerca de 6 mm de diâmetro, inicialmente verdes mas que durante o processo de maturação adquirem uma coloração avermelhada que quando completamente maduras escurece para negro ou negro-azulado. As drupas, conhecidas quando maduras por sabugo, contêm três sementes minúsculas e são ricas em vitamina C e em potássio, produzindo um suco vermelho-escuro que causa nos têxteis nódoas de difícil lavagem. Quando os frutos amadurecem também as hastes em que se inserem desenvolvem uma coloração avermelhada. Os frutos são comestíveis por humanos depois de cozedura ou fermentação. Os frutos são consumidos e as sementes dispersas principalmente por aves, como os melros, os tordos e os estorninhos, mas também por alguns mamíferos. A sua utilização pelos humanos contribuiu para a sua disseminação generalizada pelas regiões temperadas e subtropicais. A planta pode atingir cerca de 20 anos de idade.

Lirio do Gerês - Lilium

Lirio do Gerês -  Lilium
Lírio do Gerês - Espécie da serra do Gerês, habitualmente aparece em zonas de matos secos, fendas, escarpas rochosas graníticas numa altitude acima de 1000 metros. de Cor Azul intenso e violeta e uma franja amarela na sépala central. Tem um tamanho de 15 a 20 cm, destaca-se a sua cor com a aridez de onde é nativo.

Lirio martagão / Lilium martagon

Lirio martagão / Lilium martagon
Planta herbácea que floresce nos meses Junho / Julho. Com flores cor rosada ou vermelho claro, com manchas vermelho pardo, é uma das mais belas plantas dos carvalhais. Espécie ameaçada pela colheita.

Drosera rotundifolia

Drosera rotundifolia
Drosera rotundifolia é uma espécie de planta carnívora encontrada frequentemente nos lamaçais, pântanos e brejos. Mais correto dizer que é insectívora, produz um líquido que atrai insectos e estes ficam colados na planta e ela vai sugando os insectos para retirar as proteínas que necessita.

Pinguicula Lusitanica-Planta insetívora

Pinguicula Lusitanica-Planta insetívora
Esta planta é muito vulgar nesta área, sempre em zonas de escorrência.

Pinguicula Vulgaris - plantas Insetívoras

Pinguicula Vulgaris - plantas Insetívoras
Esta como o seu nome indica "vulgaris" vulgar, mas nesta zona não é muito frequente, sendo a Pinguicula lusitânica a mais frequente. Aparece em Zonas de grande escorrência.

A camomila-romana, camomila-de-Paris ou macela

A camomila-romana, camomila-de-Paris ou macela
A camomila-romana, camomila-de-Paris ou macela algumas vezes chamada de mançanila (Chamaemelum nobile), é uma erva perene da família das asteráceas, nativa da Europa. A maçanilha comum é uma erva perene, de talo procumbente de até 25 cm de altura, glabro ou suavemente pubescente. Forma matas densas. Apresenta folhas sésseis, alternadas, bi- ou tripinatilobuladas, finamente divididas, com os folíolos lineares. Em posição terminal apresenta no verão uma inflorescência em forma de capítulo paniculado. As flores radiais são umas 20, com a lígula branca, ainda que as do disco são numerosas, hermafroditas, com a coroa amarela, as pontas das anteras ovaladas e o extremo do estilo truncado. A cabeça floral não supera 1 cm de diâmetro. Os frutos são aquênios cilíndricos, de mais ou menos 1 mm de diâmetro, algo maiores que os radiais. A polinização é realizada por himenópteros, mas a planta é capaz de autopolinizar-se. É nativa da Europa, ainda que se tenha naturalizado na América. Requer solo bem drenado e bastante sol; suporta bem as geadas, a seca e a escassez de nutrientes, assim como condições de alcalinidade elevada. O talo e as extremidades floridas são usados secas ou frescas em infusão, aromática e ligeiramente amarga. É confundida muitas vezes com a macela alemã, Matricaria chamomilla, e não é claro a qual se referem os autores ao mencionar suas propriedades medicinais, mas é considerada digestiva, carminativa, sedativa, tônica, vasodilatadora e antiespasmódica. O óleo essencial é empregado em aromaterapia, e a infusão das flores é aplicada no cabelo para incrementar sua cor dourada, em especial nas crianças. Tal propriedade é inclusive aproveitada na composição de xampus e outros preparados para cabelo, como acondicionadores. O seu aroma é muito agradável, se esfregarmos nas mãos, fica-se com um aroma fresco e denso.

Erva-de-São-Roberto

Erva-de-São-Roberto
Geranium robertianum(sinónimo Robertiella robertiana) mais conhecida como Erva-de-são-roberto, é uma espécie comum na Europa, Ásia, América do Norte, e Norte de África. Pode desenvolver-se até altitudes 1500 metros de altitude. É uma planta anual ou bienal, com pequenas flores de pétalas cor-de-rosa (com cerca de 1 cm de diâmetro). Floresce de Abril até ao Outono. As folhas são semelhantes às dos fetos e por vezes avermelhadas, ficando por vezes vermelhas no fim da estação de floração. Princípios ativos A erva-de-são-roberto contêm um óleo essencial (geraniol, citronelol, linalol, terpineol) com ação antisséptica, antiviral, anticancerígena e reguladora hormonal. Contém também taninos com ação regeneradora, adstringente e hemostática e flavonoides (rutina, derivados da quercetina e campferol) com ação antioxidante e estimulante do sistema imunitário. Os seus constituintes amargos (geraniína) têm propriedades digestivas. Esta erva inclui ainda ácidos fenólicos com ação anti-inflamatória. Principais propriedades É recomendada em casos de problemas gastrointestinais, nomeadamente úlceras de estômago, azia, digestões difíceis e/ou diarreias. Pode ser utilizada também como um estimulante do sistema imunitário. É ainda coadjuvante em oncologia, principalmente no cancro do tubo digestivo.

Arméria é um género botânico pertencente à família Plumbaginaceae.

Arméria é um género botânico pertencente à família Plumbaginaceae.
Arméria é um género botânico pertencente à família Plumbaginaceae. Designação comum de plantas arbustivas da família das Plumbagináceas. A arméria Armeria humilis é uma planta vivaz. Caracteriza-se por ter folhas simples arrosetadas. As flores são hermafroditas actinomórficas. O cálice é afunilado e anguloso. A corola, também afunilada, é formada por cinco pétalas livres ou unidas na base. O ovário unilocular é súpero e uniovulado. A floração ocorre entre junho e julho. O fruto, seco e monospérmico, está incluído no cálice, cujo limbo serve de órgão de disseminação. A Armeria humilis é originária da zona temperada do Norte e nos Andes. É uma espécie rupícola,encontrando-se também em terrenos incultos. Em Portugal é endémica a espécie Armeria transmontana, que se encontra principalmente nas serras do Minho e das Beiras.

Erva cidreira (Melissa officinalis)

Erva cidreira (Melissa officinalis)
O conhecimento popular atribui-lhe a importância de tratamento de maleitas, como o estômago e sistema nervoso.

Feto do Gerês - Woodwardia radicans

Feto do Gerês - Woodwardia radicans
Feto conhecido por feto do Gerês, espécie pouco abundante, estando mesmo com um estatuto de conservação de Em perigo. Está actualmente distribuído essencialmente na serra do Gerês, junto ao rios, junto aos cursos de água, aparece ainda na serra Amarela e perto de Ponte de Lima. Serra da Freita e Arada. Este feto é também uma das espécies com protecção legal: Decreto- Lei nº 140/99 de 24 de abril e republicado pelo decreto-Lei nº49/2005 de 24 de fevereiro e ainda pelo Decreto-Lei nº316/89 de 22 de setembro.

Azevinho - llex aquifolium

Azevinho - llex aquifolium
O azevinho (Ilex aquifolium), também chamado azevim, azevinheiro, pau-azevim e sombra-de-azevim, é um arbusto de folha persistente da família das Aquifoliácea, cultivado normalmente para efeitos ornamentais devido aos seus frutos vermelhos. Estes frutos também são denominados de azevinhos, bagas, azinhas ou enzinhas. É uma das numerosas espécies do género Ilex e a única que nasce espontaneamente na Europa, sendo bastante comum até os 1 500 metros de altitude. Os ramos cobertos de drupas que persistem durante todo o inverno, contrastando com a folhagem persistente de cor verde-escura, tornam a planta muito procurada por ocasião das festas do Natal (um costume popular que, assim como a antiga árvore de Natal germânica, tem as suas origens na práticas do paganismo pré-cristão da Europa). O azevinho comum é um arbusto de crescimento muito lento, atingindo em adulto de quatro a seis metros de altura. Alguns pés chegam a formar autênticas árvores. Pode viver 100 anos ou mais. As folhas alternas, inteiras, possuem um pecíolo curto e um limbo de 5 a 7 cm de comprimento, coriáceo, de forma geral ovalada e bordo ondulado e espinhoso, por vezes liso em indivíduos idosos. De um verde brilhante escuro na face superior, mais claras na face inferior, possuem espinhos afiados. A folha (botânica) persiste em geral três anos. A casca do tronco é cinzenta clara e lisa. Existem também azevinhos com folha (botânica) bicolores ou variegadas, geralmente verde e branco ou verde e creme. É uma espécie dióica (indivíduos masculinos e femininos distintos). Tem flores brancas, de pequena dimensão (cerca de 6 milímetros de diâmetro). Os frutos, que aparecem apenas nas plantas femininas, são pequenas drupas esféricas de 7 a 10 mm de diâmetro, de um vermelho brilhante, por vezes amarelas, quando maduras, contendo quatro grainhas lenhosas. Amadurecem no fim do verão, persistindo durante todo o inverno. Não são comestíveis, chegando mesmo a serem tóxicos; por isso, certos animais, especialmente certas aves, ocasionalmente consomem ínfimas quantidades destes frutos por pura necessidade. De 20 a 30 bagas podem ser mortais para um adulto. As folhas também são tóxicas. A madeira é dura e homogénea, bastante pesada (densidade : 0,95), de cor branco-acinzentada. É utilizada na confeção de peças de instrumentos musicais, entre outros. A casca, macerada, é utilizada na confeção de um visco para se capturar aves. O Azevinho, é protegido por lei em Portugal.

Tojo em flor

Tojo em flor
Tojo ou mato é o nome comum das plantas pertencentes ao género botânico Ulex. São plantas típicas da flora atlântica da península Ibérica e de toda Europa temperada.

Junco

Junco
Juncos é um género botânico de plantas floríferas, conhecidas como juncos, pertencente à família Juncáceas. É um grupo de plantas semelhantes às gramíneas que crescem, em geral, nos alagadiços. O junco verdadeiro constitui uma única família. Essas plantas possuem caules cilíndricos com três fileiras de folhas, e suas flores miúdas são esverdeadas ou castanhas. A pequena vagem contém muitas sementes escuras, que parecem poeira. O junco comum é uma planta verde-escura e flexível, que cresce com frequência nos caminhos e matos húmidos. A maioria das outras espécies cresce nos alagados ou nas pradarias húmidas. O tamanho habitual é de 1,5 m de altura. Os juncos são utilizados para tecer cestos, esteiras e assentos de cadeira. Antigamente, usava-se a medula dos caules para fazer pavios de velas. Algumas espécies são cultivadas como plantas ornamentais. Espécies de juncos são usadas como fontes de alimento por larvas de algumas espécies de Lepidóptera. O junco é muito comum nas costas do Mar Mediterrâneo (Eurásia), nas Américas e Delta do Nilo (Norte do Saara). O gênero apresenta aproximadamente 915 espécies

Silene vulgaris ou conhecido por copo-de-leite

Silene vulgaris ou conhecido por copo-de-leite
Silene vulgaris , ou bexiga Candelária é uma espécie de planta do gênero Silene da Família Pink ( Caryophyllaceae ). É nativa da Europa , onde, em algumas partes é comido, mas é muito comum na América do Norte , onde é considerada uma erva daninha. Os brotos e as folhas podem ser usadas como alimento. As folhas tenras podem ser comidas em saladas.

Jacinto-dos-campos [Hyacinthoides hispanica

Jacinto-dos-campos [Hyacinthoides hispanica
Jacinto-dos-campos / Hyacinthoides hispanica Planta herbácea, bolbosa, da família Hyacinthaceae, com haste floral com altura que pode ir de 1 a 5 dm; com folhas (2 a 7) lineares a oblongo-lanceoladas; e flores tubuloso-campanuladas, azul-violáceas, dispostas em cacho, em número variável. É considerada nativa da Península Ibérica encontrando-se, todavia, naturalizada noutros países da Europa ocidental e meridional, trata-se ainda de uma planta que é cultivada para fins ornamentais. Em Portugal ocorre em quase todo o país, em matas de carvalhais ou sobreirais e em matos mais ou menos húmidos de encostas com povoamentos pouco densos de pinheiros. Floresce de Fevereiro a Maio.

Bolas de Algodão - Eriophorum angustifolium

Bolas de Algodão - Eriophorum angustifolium
Bolas de algodão numa das turfeiras do Gerês

Erva vivaz / Polygala micrifylla, conhecida ainda por Giesta Azul

Erva vivaz / Polygala micrifylla, conhecida ainda por Giesta Azul
Erva vivaz / Polygala micrifylla, conhecida ainda por Giesta Azul (tipo fisionómico: caméfito) da família Polygalaceae. Possui caule, mais ou menos ramificado, de prostrado a ascendente que pode atingir até 40 cm (de comprimento/altura) revestido de folhas pequenas, esparsas, de lineares a elípticas; inflorescências terminais com poucas flores de cor entre o azul e o violeta. O seu tamanho muitas vezes leva a que passe despercebida. É um endemismo da parte ocidental da Península Ibérica que ocorre em locais rochosos, secos e em fendas de rochas e ainda nos jardins. Em Portugal, aparentemente, é uma espécie rara, apenas presente no centro e norte do país. Esta planta floresce entre o mês de fevereiro e o mês de junho.

Urze Branca - Erica arborea

Urze Branca - Erica arborea
Apresenta-se normalmente como um arbusto, ou pequena árvore, entre 1 e 4 metros de altura, com hábito perene. No entanto, em regiões montanhosas onde a água é abundante, pode formar verdadeiras árvores e florestas com alturas de até 7 metros. O tronco pode atingir, por vezes, mais de 40 centímetros de diâmetro. Esta planta tem folhas lineares de até 4 milímetros de comprimento, verticiladas. As flores apresentam uma corola largamente campanulada, branca, com 2 a 2,5 milímetros, dispostas em panículas. Apresenta rebentos branco-pubescentes e prefere essencialmente solos ácidos. Encontra-se normalmente em matagais xerófilos perenes por toda a bacia mediterrânica e para oeste até Portugal e ilhas da Madeira e Canárias. Surge ainda em algumas áreas isoladas de África, nomeadamente os montes Ruwenzori na Etiópia e na linha vulcânica dos Camarões A sua floração ocorre entre Fevereiro e Maio. Ao longo do tempo foi usada para a produção de "carvão vegetal" e também sua raiz para a fabricação de cachimbos e em vedações dos campos. Na ilha da Madeira a sua presença é de elevada importância na sustentação dos recursos hídricos da ilha devido ao seu papel na captura da água dos nevoeiros, fenómeno também conhecido como precipitação oculta.

Umbigo de Vénus - Umbilicus rupestris

Umbigo de Vénus - Umbilicus rupestris
Umbilicus rupestris é uma planta conhecida vulgarmente como bacelos, bifes, cachilro, chapéus-de-parede, caixilhos, chapéu-dos-telhados, cochilros, conchelos, copilas, couxilgos, orelha-de-monge, sombreirinho-dos-telhados e umbigo-de-vénus. É uma planta com flor, carnuda, perene, da família das Crassuláceas. Os umbigos-de-vénus podem atingir os 30 cm de altura. Os racimos de flores campaniformes, de cor pálida rosa-esverdeada começam a aparecer em Maio, e os frutos, verdes, amadurecem ao longo do Verão. Tanto o nome vernáculo, "umbigo-de-vénus" como o nome científico do género "Umbilicus" devem-se à forma arredondada das folhas, com uma depressão semelhante a um umbigo no centro. A planta encontra-se por toda a Europa meridional e ocidental, particularmente na região mediterrânica, sendo frequente em muros e paredes onde haja sombra ou em fendas húmidas de superfícies rochosas onde poucas mais plantas se conseguem desenvolver. Daí o termo "chapéu-de-parede" onde se denota o seu habitat preferencialmente rupícola e ruderal onde as suas folhas se desenvolvem em forma de roseta. A planta é por vezes usada para acalmar dores em feridas, aplicando a folha sobre a pele depois de remover a cutícula inferior da planta. Não é, atualmente, considerada uma planta ameaçada. Uso medicinal Devido ao nome vulgar em inglês ("pennywort"), há quem confunda esta planta com outra, com o mesmo nome vulgar, designada cientificamente como Centella asiatica e que é muito usada na medicina asiática. A planta que é objeto deste artigo, contudo, é utilizada em medicina homeopática. Os homeopatas preferem referir-se como Cotyledon umbilicus, já que era este o seu nome científico quando a homeopatia foi desenvolvida.

fumaria officinalis - erva das candeias ou ainda fumaria maior

fumaria officinalis - erva das candeias ou ainda fumaria maior
Fumaria officinalis / erva das candeias ou fumaria maior Planta herbácea anual, de folhas verde-acinzentadas, pinadas, pecioladas, muito divididas em segmentos lineares; flores rosáceo-purpúreas, dispostas em cacho. Originária da Europa, em solos argilosos. Qualidades medicinais: regula o fluxo biliar, propriedades espasmolíticas, anticolinérgica, antibacteriana e laxante. Tem ainda outros usos, assim como: corante amarelo produzido pelas flores que serve para tingir lãs. Tem contra indicações: em casos de glaucoma, epilepsia, hipertensão, gravidez e aleitação.

Giesta Amarela - Cytisus striatus

Giesta Amarela - Cytisus striatus
A giesta (Cytisus striatus) é uma planta arbustiva de 1 a 3 metros de altura, com ramos abundantes, estriados e flexíveis. Folhas constituídas por três folículos que aparecem na base dos ramos e caiem rapidamente. Flores solitárias nas axilas das folhas, com cálice em forma de campânula, cinco pétalas, amarela, de grande tamanho. O fruto é uma vagem completamente coberta de pelos acinzentados e arredondada, com até 3,5 cm de comprimento. É nativa de Portugal e considerada daninha ou invasiva em muitas regiões. Os ramos são tradicionalmente utilizados para a manufatura de vassouras. Na língua inglesa as plantas do género Cytisus têm o nome comum broom que significa também vassoura. A Cytisus striatus é chamada de Portuguese broom, em referência à sua proveniência. É comum encontrar quem use giesta para designar o que, talvez mais corretamente, se deveria designar por retama, ou seja, as espécies da mesma família (Fabaceae), mas do género Retama. Também no Norte de Portugal, nomeadamente nesta região da Serra do Gerês, é também usada para colocar nas portas no primeiro dia de maio, chamando-lhe assim “as maias”. Esta tradição remonta aos tempos bíblicos.

Giesta branca (Cytisus striatus)

Giesta branca (Cytisus striatus)
Tem propriedades adstringentes, anti-inflamatórias, cicatrizantes, diuréticas e vulneráveis. Tradicionalmente utilizada no tratamento de anginas, inflamação das mucosas, rouquidão, afonia, feridas, greta, entorses, contra obesidades e cálculos renais.

Mentrasto - Ageratum conyzoides L.

Mentrasto - Ageratum conyzoides L.
Mastruço, mastruz, masturço, menstruço, mentrasto, mentruz, São-josé e erva-de-São-José é o nome genérico, popular, dado a um conjunto de plantas diversas. O seu nome provém do latim nasturtium (das palavras nasus, nariz, e torquere, torcer, em referência ao cheiro desagradável que exalam, fazendo "torcer o nariz"). Indicada para diversos males, principalmente do aparelho digestivo. Já conhecida entre os índios, o mastruço é uma poderosa planta para a lavagem intestinal, também chamada pelos termos técnicos da medicina de antropoterapia. Propriedades Analgésica, anti-inflamatória, antirreumática, aromática, cicatrizante, diurética, vasodilatadora, febrífuga, carminativa e tônica. Infeção urinária, artrose, artrite, amenorreia, bronquite, cólicas menstruais, contusões, diarreia, disenteria, dores musculares, febre, gripe e hemorragia. Contra – Indicações O tratamento com esta planta é contra – indicado para indivíduos diabéticos, e com problemas de fígado. Diz-se também que existe sempre um pé de Mentrasto perto de uma Urtiga, isto porque quando as pessoas se picam nas Urtigas e esfregarem o Mentrasto, alivia a inflamação.

Narciso Bravo / Narcissos triandrus

Narciso Bravo / Narcissos triandrus
Planta herbácea bolbosa com 10-35 cm de altura. As folhas são muito finas, com 10-40 cm por 1-3 mm. Pode haver 1 a 4 flores branco-amareladas por planta. A floração é de Março a Abril. Esta espécie ocorre principalmente em bosques. É uma planta endémica da Península Ibérica, protegida na União Europeia. O nome comum é "Lágrimas de Anjo".

Betónica-bastarda - Melittis melissophyllum

Betónica-bastarda - Melittis melissophyllum
É uma das plantas mais raras da flora em Portugal, nas poucas zonas onde cresce de forma espontânea é no Gerês e Montesinho. Esta espécie ocorre em zonas de matos e prados húmidos e locais sombrios, em carvalhais e bosques. Esta planta pode ser cultivada e é usada como certos tratamentos, assim como: Antisséptica, adstringente, diurética e sedativa. As suas flores perfumadas, mantem uma fragância por muito tempo. Esta planta é alvo de colheita por parte de ervanárias e pouco regulada o que a pode tornar uma planta ameaçada.

Sete-sangrias (Cuphea carthagenensis)

Sete-sangrias (Cuphea carthagenensis)
Sete-sangrias (Cuphea carthagenensis) é uma planta herbácea nativa de toda a América do Sul, muito empregada na medicina popular. Planta herbácea ereta, pouco ramificada, de 20 a 60 cm de altura, tendo o caule revestido pelos glandulares vermelhos e ásperos. As folhas verdes, simples, são opostas, com pecíolo curto e piloso na face inferior, mais clara. Medem 1,5 a 2,5 cm de comprimento. Flores pequenas, axilares, de cor rosa-arroxeada. Floresce o ano todo, tendo seu auge nos meses de junho e julho. Fruto em cápsula. Reproduz-se apenas por sementes, preferindo solos húmidos e arenosos. De fácil dispersão, é considerada invasora de monoculturas, por nascer espontaneamente em terrenos baldios e pastagens. Hipotensora, depurativa, diurética, diaforética, laxativa, auxilia a eliminação de ácido úrico, antissifilítica. Usada também contra arteriosclerose, tosse dos cardíacos, hipercolesterolemia, irritação das vias respiratórias, afeções da pele (psoríase e eczema) e insônia. A planta inteira é utilizada. Embora ainda pouco estudada cientificamente, a literatura etnofarmacológica recomenda seu uso na forma de chá, xarope e extrato alcoólico por via oral, e em compressas locais, conforme o objetivo. Não é indicado usá-la em crianças.

Morango-silvestre (Fragaria vesca)

Morango-silvestre (Fragaria vesca)
Morango-silvestre (Fragaria vesca) é uma planta herbácea perene geralmente selvagem. Produz um pseudofruto que é reputado e procurado por seu gosto frutado e picante. Seu gosto e aroma diferem dos de morangos híbridos, podem ser cultivados para consumo.

A Carqueja / Baccharis trímera

A Carqueja / Baccharis trímera
A Carqueja (Baccharis trímera (Less) DC; Asteraceae) é uma planta ideal para canteiros de jardins, pois cresce formando tufos espessos. Pelo seu gosto amargo, a medicina popular recomenda-a para combater problemas digestivos e hepáticos. Com efeito diurético, auxilia no emagrecimento e no controle da diabetes. Pelo mesmo motivo, deve ser usada com moderação. Nome científico: Baccharis trimera (Less.) Amarga, anti anémica, antiasmática, antibiótica, antidiarreica, antidiabética, antidispéptica, antigripal, anti-hidrópica, anti-inflamatória, antirreumática, anti-Trypanosoma cruzi (causador da moléstia de Chagas), aperiente, aromática, colagoga, depurativa, digestivo, diurético, emoliente, eupéptica, estimulante hepática, estomáquica, febrífuga, hepática, hepato-protetor, hipocolesterolêmica, hipoglicémica, laxante, moluscocida (contra Biomplalaria glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose), sudorífica, tenífuga, tônico, vermífuga. Afeções febris, diarreia liquida, afeções gástricas, diabetes, aidéticos, pressão alta das vias urinárias, asma, astenia, bronquite asmática, colesterol (redução de 5 a 10%.),desintoxicação do fígado; doenças venéreas; enfermidades da bexiga, do fígado, dos rins, do pâncreas e do baço; espasmo, esterilidade feminina, estomatite, faringite, feridas, fraqueza intestinal, garganta, gastrite, gastroenterites, gengivite, gota, hidropisia, impotência sexual masculina, inflamações de garganta, inflamação das vias urinárias, intestino solto, lepra, má-digestão, mal-estar, má-circulação, obesidade, prisão de ventre, reumatismo, úlceras (uso externo), vermes. Parte utilizada: hastes. Gestantes e lactantes. Doses excessivas podem abaixar a pressão. Modo de usar: Infuso, decocto, extrato fluido, tinturas, elixir, vinho, xarope, gargarejo, compressas. - Infusão: 1 xícara (café) em 1/21itro de água. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao deitar; - infusão ou decocção a 2,5%: 50 a 200mL ao dia; - infusão para uso externo: 60g em 1 litro de água. Aplicar nos locais afetados. Banhos parciais ou completos, ou compressas localizadas; - infusão de 10g de talos em ½ litro de água fervente. Tomar 150ml, três vezes ao dia; - decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia; - decocção de 10 g em 1/2 litro de água. Tomar 4 vezes ao dia; - tintura: 1 colher das de sobremesa de 8 em 8 horas. (5 a 25mL ao dia). - extrato fluido: 1 a 5mL ao dia. - vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. Tomar 1 cálice antes das refeições. Sinônimo botânico: Baccharis genisteiloides var. trímera (Less.) Baker., Baccharis trímera Person, (=Molina trímera Less.).

Língua de Ovelha

Língua de Ovelha
Planta rasteira que aparece muito nas zonas agrícolas

Flor dos Viúvos- Aquilegia Vulgaris

Flor dos Viúvos- Aquilegia Vulgaris
A aquilégia é uma planta herbácea, perene, florífera e de especto delicado e gracioso. Sua ramagem é ereta, ramificada e recoberta por pelos finos e curtíssimos. Ela pode alcançar de 30 a 120 centímetros de altura, de acordo com a variedade. Suas folhas são trilobadas, com folíolos de margens recortadas e arredondadas, de cor verde azulada. As flores surgem na primavera, solitárias ou em pequenos cachos, são eretas ou pendentes, pentâmeras e apresentam cálice vistoso e corola em forma de sino, com um prolongamento afunilado e curvo, semelhante a um esporão em cada pétala. O conjunto de sépalas e pétalas é bastante curioso e bonito. As flores podem ser simples ou dobradas, em diversas cores uniformes, com degradeés ou mesclas. Em muitas cultivares a corola e o cálice têm cores distintas. O fruto é um folículo deiscente, com numerosas sementes negras.

Urze / Erica em flor Conhecida também por torga

Urze / Erica em flor Conhecida também por torga
Planta de matos secos Nas suas palavras, o nome Torga foi escolhido por ser « uma planta transmontana, urze campestre, cor de vinho, com as raízes muito agarradas e duras, metidas entre as rochas. Assim como eu sou duro e tenho raízes em rochas duras, rígidas, Miguel Torga é um nome ibérico, característico da nossa península(...)»

Mancha de pinheiro silvestre Pedra bela

Mancha de pinheiro silvestre Pedra bela
Sérgio Gonçalves

Tormentelo (Thymus caespititius) em floração

Tormentelo (Thymus caespititius) em floração

Violeta brava / vilola riviniana

Violeta brava / vilola riviniana
É muito empregada desde os tempos remotos. Homero conta que os atenienses a utilizavam para moderar a ira. Utilizavam uma guirlanda de flores da Viola tricolor para prevenir dores de cabeça e enjoos. Os chineses utilizam a espécie Viola yedoensis de forma similar. Esta última também é empregada em tratamento do eczema infantil grave em um hospital de Londres. As folhas secas da Viola tricolor, pulverizadas ou misturadas com mel até formarem uma pomada, aplicadas sobre as feridas, ajudam a cicatrizá-las. Para curar infeções cutâneas, tratam-se as partes afetadas com compressas de gaze embebidas em uma infusão da planta. A decocção alivia também as dores reumatismais e trata as afeções de pele, dermatites e eczemas. A infusão, que também pode ser bebida, combate as afeções do sangue, a debilidade nervosa, o cansaço, as doenças cardíacas nervosas e icterícia, pois estimula o metabolismo. Constitui um bom expectorante devido a seu alto conteúdo em saponinas e também tonifica e fortalece os vasos sanguíneos. Emprega-se como cosmético para limpeza de pele e como loção capilar contra a queda do cabelo. Serve para gargarejos. As raízes são eméticas.

Teixo-(Taxus baccata) no Gerês é onde se encontra o maior número de Teixos em Portugal

Teixo-(Taxus baccata) no Gerês é onde se encontra o maior número de Teixos em Portugal
O teixo (Taxus baccata); é uma árvore gimnospérmica da família das Taxáceas que nasce de forma espontânea nas terras altas de Portugal, podendo no entanto ser também cultivada. Esta árvore é venenosa e já tem havido mortes pela ingestão de caroços/folhas da mesma. Na ilha da Madeira e Canárias surge como planta indígena e rara, apresentando-se nestes arquipélagos como uma árvore dióica com até 15 metros de altura, perenifólia, com copa piramidal ampla, sendo as folhas lineares, plana, de 1 a 3 centímetros de comprimento. Os teixos masculinos são globosos e axilares, sendo as estruturas femininas solitárias. As sementes estão rodeadas por um arilo carnudo, com cerca de 1 centímetro de comprimento, vermelho quando maduro. Este arilo pode ser comido pois não é tóxico, mas o caroço pode matar. Apresenta floração entre março e abril. Pensa-se que era a matéria-prima para os arcos de Robin dos Bosques, principalmente por ser a madeira utilizada nos arcos de guerra ingleses desse período. É uma árvore que tem a particularidade de ser muito tóxica, mas nela é extraída o taxol, substância usada na luta contra o cancro.

Urze dos Brejos da familia das ericas

Urze dos Brejos da familia das ericas
Planta que aparece em zonas de altitude

O vidoeiro-branco (Bétula pendula)

O vidoeiro-branco  (Bétula pendula)
O vidoeiro-branco (Bétula pendula), também chamado bétula-branca é uma espécie de árvore caducifólia do género Bétula. É uma árvore muito comum na generalidade da Europa, que se encontra desde a Noruega até à Sicília, embora nas regiões mais a sul só se encontre a maiores altitudes, por exemplo Parque Nacional da Peneda Gerês. Também se encontra no sudoeste da Ásia, nomeadamente nas montanhas do norte da Turquia e no Cáucaso. As espécies Bétula platyphylla do norte da Ásia e a Bétula szechuanica da Ásia Centralsão também consideradas variedades da Bétula pendula por alguns botânicos, que as designam, respetivamente, por B. Pendula var. Platyphylla e B. Pendula var. szechuanica. Aqui no Gerês, a madeira de vidoeiro, era muito usada para fazer socas ou chancas, por ser uma madeira leve e fácil trabalho.

Carvalho Negral \ Quercus pyrenaica

Carvalho Negral \ Quercus pyrenaica
Carvalho normalmente de uma cota acima de 700m, na maioria das vezes as suas folhas secam no outono mas só caem na primavera. Vulgarmente conhecida como Carvalho-negral ou Carvalho-pardo-das-beiras. Copa irregular, ritidoma cinzento-anegrado; folhas caducas (habitualmente), forma lobada a partida, densamente aveludadas na página inferior. Frutos de Maturação anual. A designação pyrenaica deriva da sua expansão, desde o norte de África (Marrocos, Argélia) aos Pirenéus, passando densamente pela Península Ibérica. Em Portugal continental é espontânea no norte e no centro.

Carvalho Alvarinho \ Quercus Robur

Carvalho Alvarinho \ Quercus Robur
Esta espécie o mais abundante nesta área, sendo frequente até aos 900m alt. O carvalho-vermelho é uma árvore de grande porte, que atinge 30 a 40 metros de altura e que tem um tempo de vida entre 500 a 1000 anos. Esta espécie possui copa redonda e extensa em árvores adultas, e contorno oval piramidal em indivíduos jovens. O tronco do carvalho-vermelho é forte, direito e alto, a partir do qual partem ramos vigorosos ao acaso. O tronco possui também uma casca (ritidoma) lisa e acinzentada, quando nova, ou grossa, castanha e escamosa em árvores adultas. As suas folhas são caducas, membranáceas e pequenas, com 5 a 18 cm de comprimento, sendo geralmente mais largas na parte superior. Com 3 a 7 pares de lóbulos redondos, possuem um pecíolo (pé da folha) com 2 – 12 mm de comprimento. Elas permanecem com um verde forte ao longo do Outono antes de se tornarem castanhas persistindo na árvore até ao Inverno.

Volgarmente conhecido por feto pente

Volgarmente conhecido por feto pente
Aparece em carvalhais

Medronho. arbustus Unedo.

Medronho. arbustus Unedo.
Planta que produz o medronho, este usado na produção de aguardente, compota de medronho e ainda para produção de marmelada de medronho.

Loureiro - Laurus Nobilis, planta lauriforme

Loureiro - Laurus Nobilis, planta lauriforme
O loureiro ou louro (Laurus nobilis) é uma árvore do gênero Laurus da família botânica das Lauraceae. É uma espécie originária do Mediterrâneo. Varia entre 5 e 10 m, mas pode atingir até 20 m de altura. As folhas são vistosas, coriáceas e com odor muito característico, por isso são muito usadas na culinária. O seu fruto é do tipo baga e quando maduro tem cor negra. Além disso a madeira dessa árvore é de excelente qualidade. Na Grécia Antiga as coroas convencionadas com ramos de louro eram o símbolo da vitória para os atletas e heróis nacionais e também era consagrada a Apolo. Esse costume também foi herdado na Roma na época dos Césares. Por isso o termo laureado deriva justamente do gênero Laurus. A medicina popular indica o chá das suas folhas em caso de problemas com a digestão. É necessária extrema atenção para não confundir com o loureiro-rosa (Nerium oleander), que serve unicamente para ornamentação, e cujas folhas e bagas são muito tóxicas, podendo uma simples folha causar a morte a um adulto devido aos problemas cardíacos que pode provocar. Existem duas espécies semelhantes e do mesmo género endémicas dos arquipélagos dos Açores (L. azorica), Madeira e Canárias (L. novocanariensis). Na ilha da Madeira, o óleo obtido da baga do loureiro endémico é conhecido por possuir propriedades anti-inflamatórias, sendo utilizado localmente como remédio caseiro para diversas maleitas, podendo cada litro atingir preços de mercado elevadíssimos.

Vaccinium myrtillus a Uva do monte ou planta do mirtilio

Vaccinium myrtillus a Uva do monte ou planta do mirtilio
Vaccinium L. é um género botânico pertencente à família Ericaceae. As espécies deste género e seus frutos têm as seguintes designações vulgares: vacínio, mirtilo, arando, airela e uva-do-monte. Para além do seu fruto é também uma erva medicinal, que segundo os conhecimentos populares serve para o tratamento do colesterol alto, varizes, triglicerídeos e celulite.

Gilbardeira - Ruscus aculeatus

Gilbardeira - Ruscus aculeatus
Ruscus aculeatus L. É uma espécie de fanerógama arbustiva, perenifólia, pertencente à família das asparagáceas, conhecida pelo nome comum de gilbardeira. A presença de cladódios rígidos terminados num acúleo dão às ramagens da planta um carácter rígido e áspero, o que levou a que tradicionalmente fosse utilizada na confeção de vassouras para limpezas exteriores. A espécie é considerada como sendo uma planta medicinal. Ruscus aculeatus é uma planta perenifólia arbustiva, com 30-80 cm de altura, de cor verde-escuro, com rizomas subterrâneos, caracterizada pela presença de caules florais achatados, formando cladódios com a aparência de folhas endurecidas e terminadas num espinho. Os caules florais são masculinos ou femininos, em ambos os casos apresentando dois tipos de caules: os normais, lisos e arredondados; e os modificados, com cladódios em forma de falsas folhas, de forma ovo-lanceolada de 2 a 3 cm de comprimento e terminando numa ponta rígida e perfurante. As verdadeiras folhas estão ausentes nas plantas adultas, reduzidas ao espinho no ápice do cladódio. As estruturas rígidas com forma de folhas lanceoladas são na realidade caules modificados (os cladódios), já que as folhas são muito pequenas, em forma de escama, e normalmente passam despercebidas, aparecendo nas axilas e tendo apenas entre 3 e 4 mm de comprimento. Toda a superfície da planta faz fotossíntese, com exceção das folhas verdadeiras que se desprendem rapidamente. As flores são pequenas, monoicas, com o sexo do ramo em que se instalam, de cor amarelo-esverdeado ou violácea, surgindo isoladas na parte central dos cladódios. Cada flor tem seis tépalas em dois verticilos, sendo que as flores femininas são tricarpelares, com ovário súpero, enquanto as masculinas têm três estames soldados pelos filamentos. A polinização é feita por insetos (entomogamia). Floresce no inverno e na primavera. No outono e inverno, as plantas femininas produzem bagas vermelhas, com 10 a 12 mm de diâmetro, com duas sementes, as quais se destacam sobre o verde-escuro da planta. As sementes são dispersas pelos dejetos das aves que comem os frutos (endozoocoria). A planta também se reproduz pela via vegetativa através dos rizomas. Ruscus aculeatus ocorre nas margens de florestas, em sebes e em margens de terrenos, sendo tolerante em relação ao ensombramento, na Serra do Gerês domina nas zonas de carvalhais até aos 600 metros de altitude. Ruscus aculeatus é utilizada em várias formas em medicina tradicional e ervanária, sendo utilizada para melhorar a circulação sanguínea para o cérebro, pernas e mãos. É igualmente utilizada para aliviar a obstipação, reduzir a retenção de água e melhorar a circulação, nomeadamente no tratamento de veias varicosas e na redução de hemorroidas. Foi aprovada pela Kommission E da Alemanha e incluída nas instruções para o tratamento de hemorroides. Um estudo publicado em 1999 sugere que R. Aculeatus pode ser utilizada para reduzir os sintomas da hipotensão postural sem aumentar a tensão arterial na posição supina. A explicação para esse efeito parece incluir a estimulação dos adrenoreceptores venosos alfa-1 e alfa-2 e o decréscimo da permeabilidade capilar.

Vulgarmente conhecido por "Arroz dos Telhados"

Vulgarmente conhecido por "Arroz dos Telhados"

Funcho

Funcho
O funcho, também conhecido por anis-doce, erva-doce, maratro ou finóquio, ou fiuncho, é o nome vernáculo dado à espécie herbácea Foeniculum vulgare Mill. (sinónimo taxonómico de Anethum foeniculum L. e de Foeniculum officinale L.) uma umbelífera fortemente aromática comestível utilizada em culinária, em perfumaria e como aromatizante no fabrico de bebidas espirituosas e planta medicinal. O funcho é nativo da bacia do Mediterrâneo, com variedades na Macaronésia e no Médio Oriente, onde ocorre no estado silvestre, mas é hoje cultivado, sob diversas formas varietais, em todas as regiões temperadas e subtropicais.

Vulgarmente conhecida na zona do Gerês por sargaço

Vulgarmente conhecida na zona do Gerês por sargaço
planta que aparece em zonas de matos

Conhecida por lingua de gato

Conhecida por lingua de gato
Língua de gato porque colocando a mão nela tem-se a sensação, aspera da mesma sensação da língua de um gato. Dá um fruto negro e dá o seu fruto no outono.

Quelidónia-maior - Ceruda, também conhecida pela planta do Betadine

Quelidónia-maior - Ceruda, também conhecida pela planta do Betadine
Quelidónia-maior (Chelidonium majus), também conhecida por outros nomes vulgares como celidónia, quelidónia, erva-andorinha, ceruda ou erva-das-verrugas, é uma planta da família das papoilas (Papaveraceae). O nome do seu género científico deriva do grego chelidón, que significa "andorinha". De facto, em Portugal é ainda conhecida como "erva das andorinhas", já que começa a florescer no início da Primavera (Março), mantendo a flor até ao Outono (Setembro), altura em que as andorinhas migram. É uma planta vivaz originária da Europa, Norte de África e a Ásia Ocidental. O seu habitat preferencial situa-se em locais com entulho (espécie ruderal), sobre paredes e muros (espécie rupícola) ou em solos frescos. A sua seiva leitosa, amarelo-alaranjada, lembra a tintura de iodo. Uso medicinal A quelidónia-maior já era utilizado como erva medicinal pelos médicos gregos, especialmente no tratamento de problemas de pele, vesícula e fígado. Na China era utilizada como relaxante muscular, no tratamento das cataratas e como antiespasmódico. A sua seiva contém alcaloides tóxicos, pelo que é perigoso ingeri-la, tanto fresca, como seca. O seu nome vulgar, "erva-das-verrugas", refere-se ao facto de ser utilizada popularmente para curar estes problemas de pele. A sua seiva é ainda utilizada como cicatrizante, ainda que várias fontes bibliográficas alertem para os cuidados que se devem ter no seu manuseamento, já que é uma planta venenosa, de seiva corrosiva. Outras designações vulgares da planta são ainda: arruda, celidónia, cedronha, ceredonha, ceruda, cerúdia, erva-andorinha, erva-leiteira, erva-das-cortadelas, erva-das-verrugas, grande-queidónia, leitaria, quelidónia, quelidónia-maior. O facto de a sua seiva ter cor amarelo-alaranjada e ser utilizada popularmente na cicatrização de feridas deu-lhe ainda novas designações vulgares como "planta-betadine", "erva-do-mercúrio" (ou mercurocromo), etc.

Madre Silva das Boticas ( Lonicera Periclymenum)

Madre Silva das Boticas ( Lonicera Periclymenum)
Madressilva ou madressilva-das-boticas são as plantas da espécie Lonicera periclymenum. É uma planta de folhas decíduas, trepadeira, na forma de arbusto, que pode crescer até dez metros de altura. É nativa da Europa, podendo ser encontrada ao norte como na Noruega e Suécia. Suas folhas são opostas e simples, com a forma de elipses lanceoladas. A inflorescência é capituliforme pedunculada com forma de trombeta. As flores são hermafroditas, zigomorfas, pentâmeras, de coloração creme ou branco-amareladas, com odor doce e agradável. Os frutos são bagas de coloração roxa. A polinização é feita pelas abelhas e traças (PE) ou mariposas (PB). O seu habitat é em sebes, margens dos campos e matas. A madressilva é muito apreciada como planta ornamental, devido a suas bonitas e aromáticas flores. É usada pelas borboletas para pôr seus ovos. É utilizada na medicina para combater as anginas, a colibacilose e a tosse. Tem propriedades adstringentes, antissépticas, detersivas, diuréticas e sudoríficas.

Urtiga.

Urtiga.
Urtiga. Em caso de anemia, artrite e reumatismo, no tratamento de eczemas e acne, contra a queda do cabelo e no retardamento da hipertrofia da próstata. Caso para repensar as verdadeiras intenções de quem nos manda “ir às urtigas”.

(Hypericum androsaemum) Hipiricão de folha larga, conhecido por Hipiricão do Gerês

(Hypericum androsaemum)  Hipiricão de folha larga, conhecido por Hipiricão do Gerês
Erva medicinal, o seu chá serve para o tratamento do estômago, diurético e fígado.

Vulgarmente conhecida por dedaleira - Digitalis Purpurea

Vulgarmente conhecida por dedaleira - Digitalis Purpurea
Digitalis purpurea L., comumente chamada dedaleira (da designação alemã "Roter Fingerhut", 'dedal vermelho', dada às flores desta planta) ou "campainha", pelo formato de suas flores, é uma erva lenhosa ou semilenhosa da família Scrophulariaceae, nativa da Europa. É usada como planta ornamental, com inúmeras variedades hortícolas de flores róseas ou brancas. É excelente para bordaduras e maciços, jardineiras ou vasos. Se impedida de terminar o ciclo através do corte da inflorescência murcha, a dedaleira retorna a florescer. A dedaleira pode ser usada para fins medicinais, por conter digitalina, um importante medicamento cardíaco, prescrito em alguns casos de arritmia ou insuficiência cardíaca. Entretanto, sua utilização medicinal deve ser muito criteriosa, pois, em doses altas e se administrada a pessoas que não necessitam de seus efeitos, tem efeitos tóxicos. Em caso de uso medicinal, requer o acompanhamento de um médico.

Hipiricão Kneip

Hipiricão Kneip
O Hipericão Kneip ou Erva de São João. É uma planta herbácea perene, pertencente à família das Hypericacaea guttiferae. Pequena planta de porte erecto atinge cerca de 1 metro de altura. As folhas são opostas, sésseis, dotadas de glândulas translúcidas, que podem ser observadas colocando-se a folha contra a luz. As flores são numerosas, persistentes, de coloração amarela e possuem pequenos pontos pretos ao longo das margens das flores que contêm elevadas concentrações do pigmento vermelho hipericina. É anticéptico, cicatrizante, diurético e sedativo. Utiliza-se na depressão, na insónia, nas infecções ginecológicas e nas inflamações crónicas do estômago, do fígado, da vesícula e dos rins. Além disso, ajuda nas dores musculares e nevralgias e no herpes labial. Não usar durante a gravidez. A erva de São João é um dos remédios mais antigos da Europa. Tem sido usada por mais de 2000 anos para tratamento de problemas nervosos e emocionais. Considerado capaz de afastar maus espíritos, foi utilizado no tratamento de inúmeras doenças mentais. Actualmente a planta não é muito usada para estes fins, mas sim, largamente testada na actividade antidepressiva contra estados depressivos suaves a moderados, ansiedade, insónia, dores nevrálgicas e, ainda, actividades anti-viral, anti-bacteriana e fotos-sensibilizadora. Na serra do Gerês encontra-se em zonas rurais em taludes com bastante exposição solar.

PRIMULA VULGARIS

PRIMULA VULGARIS
Conhecida por vários nomes, como por exemplo, Rosas-da-Páscoa, Flores de S. José ou ainda como flores da primavera. Esta Flor aparece a partir desta época do ano (março). São das primeiras flores a aparecer na primavera por isso se diz em latim prima rosa. Primula acaulis é uma espécie de planta com flor pertencente à família Primulaceae. São perenes crescem 10-30 cm de altura, com uma roseta basal de folhas verdes, as folhas tem 5-25 cm de comprimento e 2-6 cm de largura, muitas vezes fortemente enrugada.

Anemona dos Bosques / Anemone trifolia

Anemona dos Bosques / Anemone trifolia
Espécie herbácea de pequeno porte que cobre frequentemente o chão dos Carvalhais. Planta de flores Brancas ou levemente rosada que floresce nos meses de Março e Abril. Endemismo ibérico ameaçado pela destruição e degradação do habitat.

Margarida

Margarida

Flor dos matos

Flor dos matos
Florece na primavera

Feto "Vulgaris", como o seu nome indica é o feto vulgar

Feto "Vulgaris", como o seu nome indica é o feto vulgar
O seu habitat são as zonas de carvalhais e matos secos

DENTE DE LEÃO - Taraxacum

DENTE DE LEÃO - Taraxacum
Dente-de-leão é o nome vulgar de várias espécies pertencentes ao género botânico Taraxacum, das quais a mais disseminada é a Taraxacum officinale. É uma planta medicinal herbácea. Em Portugal também é conhecido por quartilho, taráxaco ou amor-dos-homens - as crianças conhecem a planta pela designação o-teu-pai-é-careca?, em resultado de um jogo infantil que supostamente mostraria se o pai de outra criança, a quem se faz a pergunta, seria careca ou não, depois de soprar os frutos desta planta que, ao serem levados pelo vento, deixam uma base semelhante a uma cabeça careca. Ou ainda outro nome, associado também a uma brincadeira infantil, "avô-careca". A planta inteira é usada como diurético, purificador do sangue, laxativo e para facilitar a digestão e estimular o apetite; pode também ser utilizado em casos de obstipação. Além disso, contribui para aumentar a produção de bílis por isso é adequado para os problemas de fígado e vesícula biliar. A raiz é indicada para reumatismo. Faz-se óleo de massagem, também para artrite. Também é conhecida como um ótimo emagrecedor quando tomado (chá) 3 vezes ao dia.

Camomila-romana

Camomila-romana
A camomila-romana, camomila-de-Paris ou macela algumas vezes chamada de mançanilha (Chamaemelum nobile), é uma erva perene da família das asteráceas, nativa da Europa. A maçanilha comum é uma erva perene, de talo procumbente de até 25 cm de altura, glabro ou suavemente pubescente. Forma matas densas. Apresenta folhas sésseis, alternadas, bi- ou tripinatilobuladas, finamente divididas, com os folíolos lineares. Em posição terminal apresenta no verão uma inflorescência em forma de capítulo paniculado. As flores radiais são umas 20, com a lígula branca, ainda que as do disco são numerosas, hermafroditas, com a coroa amarela, as pontas das anteras ovaladas e o extremo do estilo truncado. A cabeça floral não supera 1 cm de diâmetro. Os frutos são aquênios cilíndricos, de mais ou menos 1 mm de diâmetro, algo maiores que os radiais. A polinização é realizada por himenópteros, mas a planta é capaz de autopolinizar-se. É nativa da Europa, ainda que se tenha naturalizado na América. Requer solo bem drenado e bastante sol; suporta bem as geadas, a seca e a escassez de nutrientes, assim como condições de alcalinidade elevada. Alguns cultivares toleram bem o trânsito e podem utilizar-se como vegetação para ajardinamento de espaços públicos. É fácil de reproduzir por divisão de arbustos. O talo e as extremidades floridas são usados secas ou frescas em infusão, aromática e ligeiramente amarga. É confundida muitas vezes com a macela alemã, Matricaria chamomilla, e não é claro a qual se referem os autores ao mencionar suas propriedades medicinais, mas é considerada digestiva, carminativa, sedante, tônica, vasodilatadora e antiespasmódica. O óleo essencial é empregado em aromaterapia, e a infusão das flores é aplicada no cabelo para incrementar sua cor dourada, em especial nas crianças. Tal propriedade é inclusive aproveitada na composição de xampus e outros preparados para cabelo, como acondicionadores. O óleo essencial é rico em camazuleno, ácido tíglico e vários sesquiterpenos; contém além disso ácido antêmico, atesterol, antemena e taninos. Pode provocar dermatite de contato em pessoas sensíveis, e têm sido relatados casos de anafilaxis entre alérgicos.

Erva das sete veias

Erva das sete veias
O conhecimento popular atribui qualidades desta erva para tratamento da próstata

Flor de macieira

Flor de macieira
Foto tirada à noite

Pilriteiro

Pilriteiro
O pilriteiro (Crataegus laevigata) é uma árvore da família Rosaceae.

Freixo

Freixo
O freixo (Fraxinus excelsior) é uma árvore da família das Oleáceas, a mesma família a que pertence a oliveira. É uma árvore de solos frescos e profundos, de porte médio, que pode atingir cerca de 25 metros de altura. A casca tem sulcos profundos, verticais e é castanha escura acinzentada. As folhas são verdes. As flores, que não têm cálice nem corola, são em cachos, pendentes, e surgem antes do aparecimento das folhas. A madeira é dura, densa, pesada, porosa, de som estridente. É muito rica em agudos. Foi usada nas primeiras guitarras modelo Stratocaster e Telecaster. Atualmente é usado nos modelos mais caros da Fender. Utilizada em guitarras por Albert Collins e Buddy Guy, entre outros. As folhas podem ser utilizadas em forma de chá, com muito bom gosto ao paladar e que é muito diurético, pode combater os sintomas da gota e do reumatismo, assim como é utilizada para auxiliar nos problemas de obstipação e regular o colesterol. A casca é utilizada para combater a febre e pode auxiliar na cicatrização de feridas.

Sanguinho de água

Sanguinho de água
O Sanguinho-de-Água (Frangula alnus Mill.; sin: Frangula nigra Samp.; Rhamnus frangula L.) (também designado vulgarmente por Sanguinho, Amieiro-negro; Frângula; Sangarinheiro; Sangarinheiro-de-água; e Sanguinheiro, é uma planta da família Rhamnaceae que se distribui por grande parte da Europa, Próximo Oriente e Noroeste de África, surgindo, por regra, nas margens de cursos de água e em terrenos húmidos. Em Portugal ocorre principalmente no Norte e Centro do país.

Medronheiro - também conhecido entre as gentes de Terras de Bouro por Ervedeiro

Medronheiro - também conhecido entre as gentes de Terras de Bouro por Ervedeiro
Medronheiro centenário, como se pode ver na foto, com dimensões especiais, este exemplar está ao longo do percurso da Calcedónia
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